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A Auditoria Contabilística Forense é uma forma especializada da contabilidade que é conduzida por um auditor (normalmente, um Contabilista Certificado ou pessoa com forte formação na área) e visa aferir sobre o exato cumprimentos dos normativos e práticas neste domínio.

A Auditoria Contabilistica Forense pode ser usada em muitas situações e normalmente tem associado um conjunto de práticas que visam determinar, com um elevado grau de profundidade, a situação contabilística de uma determinada entidade.

Normalmente, este tipo de auditoria visa aferir situações concretas ou hipotéticas, normalmente alicerçadas num conjunto de questões sobre as práticas contabilísticas. Complementarmente, este tipo de auditorias são realizadas em conjunto com a auditoria financeira, através da qual é possível perceber fluxos financeiros de uma forma mais macro e, bem assim, aferir da situação real hodierna (ou numa determinada data) de uma entidade. Assim, com base na contabilidade, nas técnicas de auditoria e em investigações complementares, é possível determinar fluxos contabilísticos ocorridos e teorizar sobre a maior ou menor probabilidade de ocorrência de determinados factos.

Como é óbvio, o próprio termo “forense” demonstra que a aplicação dos resultados dessa auditoria implicará a sua informação em Tribunal, normalmente e quando pedida por entidades privadas, para a utilização em processos civis ou, quando em processo penal, normalmente associadas a crimes de natureza privada.

Um auditor pode, para a realização dessa tarefa, ter de realizar uma vasta gama de tarefas tendo em vista atingir o seu escopo, analisando e interpretando informações e provas financeiras complexas bem como desenvolver aplicações ou ter a necessidade de instalar software no sentido de encontrar prova.

No final do processo, normalmente é elaborado um relatório que pode também ser usado fora do âmbito judicial e como sustento para alterações significativas em matéria de “corporate governance”. Isto porque, se a auditoria for aprofundada, ela pode incluir uma avaliação empresarial, cálculo de perdas e receiras, danos potenciais e extensão de divergências.

Assim, as fontes primárias de um auditor residem na contabilidade existente mas também na investigação acessória para validação da informação existente. Quando tais factos existem, é normal a descoberta de furtos por parte de trabalhadores, falsas declarações financeiras, fraude de seguros, fraude de inventários, entre outros factos comuns.

Mas o principal objetivo de uma auditoria contabilística forense é apoiar os esforços realizados num determinado litígio e, nessa medida, além do resultado da auditoria poder ser junto ao processo nos termos do artigo 426.º do Código de Processo Civil, o(s) auditor(es) poderão ter de comparecer na audiência final nos termos do artigo 486.º do Código de Processo Civil.

Este tipo de auditorias pode, além de ser assegurado por uma determinada entidade, ser pedida no âmbito de um processo judicial, enquanto prova pericial nos termos do artigo 467.º e seguintes do Código de Processo Civil.

Apenas de ainda não ser muito frequente, é possível que uma determinada entidade – normalmente empresas de média/grande dimensão – contrate e mantenha uma equipa de auditores internos responsáveis por fazer um “double check” da informação contabilística gerada, sendo este um dos aspetos de grande valia para prevenir e/ou detectar rapidamente situações de fraudes internas.